Em abril de 2025, uma empresa de biotecnologia anunciou que havia criado lobos com características de lobos-gigantes, ou dire-wolves, uma espécie extinta há milhares de anos. Para isso, a empresa obteve o genoma de lobos-gigantes e o comparou com o genoma de lobos modernos. Com base nesta comparação, foram feitas 20 modificações em 14 genes do genoma do lobo moderno, utilizando tecnologias de edição gênica. Em seguida, o núcleo de uma célula de lobo moderno contendo o DNA editado foi inserido em óvulos anucleados de cachorras. Por fim, os óvulos foram inseminados em cachorras, possibilitando a gestação. O resultado foi o nascimento de três filhotes, dois machos e uma fêmea, que possuem pelagem branca e espessa, além de um tamanho corporal maior, lembrando o fenótipo esperado de um lobo-gigante.

Disponível em: https://colossal.com/.
Se, no futuro, a empresa resolver acasalar estes filhotes, espera-se que a prole seja parecida com
cachorros, pois os óvulos utilizados para gerar os filhotes é desta espécie.
lobos-gigantes, uma vez que cada geração tenderá a ser mais parecida com a espécie extinta.
lobos modernos selvagens, uma vez que as edições no genoma não são hereditárias.
lobos modernos modificados, pois os núcleos utilizados para gerar os filhotes são desta espécie.
nenhuma espécie conhecida, pois os efeitos da edição genética são imprevisíveis.
Resolução
A resposta está correta: espera-se que a prole seja parecida com lobos modernos modificados, pois o DNA presente nos núcleos utilizados para gerar os filhotes veio de lobos modernos, com algumas alterações feitas por edição gênica.
Os genes são trechos de DNA que participam da determinação das características dos organismos. As 20 modificações em 14 genes alteraram características como a pelagem e o tamanho corporal, mas não substituíram todo o genoma do lobo moderno pelo genoma do lobo-gigante. Assim, a semelhança de fenótipo, isto é, de características observáveis, não significa que os filhotes pertençam à espécie extinta.
No acasalamento, cada descendente recebe parte do DNA nuclear do pai e parte da mãe por meio dos espermatozoides e dos óvulos. Como os dois progenitores são lobos modernos geneticamente modificados, seus descendentes também terão essa origem genética e poderão herdar as modificações. A reprodução sexuada, porém, combina o material genético dos pais, de modo que a prole não será necessariamente idêntica a eles.
As cachorras que gestaram os filhotes não substituíram esse material genético nuclear: os óvulos utilizados tiveram seus núcleos retirados e receberam os núcleos de células de lobos modernos modificados.