A vacina contra a dengue co-desenvolvida pelo Brasil, a Qdenga, começou a ser oferecida pelo SUS em 2024. Indivíduos imunocompetentes recebem vírus atenuados ao serem vacinados, adquirindo imunidade sem ficar doentes. Pessoas com imunodeficiências, indivíduos com HIV sintomático, gestantes e lactantes não podem ser vacinadas. No entanto, estas pessoas podem ser beneficiadas com a vacinação da população, pois
pessoas não-vacinadas adquirem imunidade por contato com vacinados.
mosquitos transmissores da dengue morrem ao picar pessoas vacinadas.
vírus atenuados alteram o material genético dos vírus selvagens.
as chances de epidemias diminuem quando a cobertura vacinal é alta.
pessoas vacinadas liberam anticorpos contra o vírus no ambiente.
Resolução
A vacinação estimula o sistema imunológico a reconhecer o vírus da dengue e a desenvolver memória imunológica. Assim, se a pessoa vacinada entrar em contato com o vírus posteriormente, seu organismo poderá combatê-lo com mais eficiência.
Na dengue, a transmissão depende de mosquitos: uma fêmea do Aedes aegypti pode adquirir o vírus ao picar uma pessoa infectada e, depois, transmiti-lo a outras pessoas. Portanto, quanto menos pessoas estiverem infectadas, menores serão as oportunidades de os mosquitos adquirirem e espalharem o vírus.
Quando a cobertura vacinal é alta, ou seja, uma grande parcela da população está vacinada, a circulação do vírus tende a diminuir, reduzindo as chances de epidemias. Essa proteção indireta também beneficia quem não pode receber a vacina, pois diminui sua chance de exposição ao vírus. Isso não elimina completamente o risco nem substitui o combate ao mosquito.