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2026

Leia a transcrição de uma reportagem publicada no canal “Jornalismo TV Cultura”, no YouTube.

Uma prática que movimenta cinco milhões de reais por mês em todo o país: os bancos comunitários, regulamentados pelo Banco Central, que funcionam principalmente em pequenas comunidades. Um exemplo dessa prática ocorre no Açougue do Silvestre, na Zona Sul de São Paulo, que aceita várias formas de pagamento. “Pode pagar com dinheiro real, com moeda Sampaio ou com cartões”. Não, você não ouviu errado, aqui se aceita o Sampaio, uma moeda social. Ela foi criada no bairro Jardim Maria Sampaio e só pode ser usada por aqui. “Para o comerciante, troca um por um. Dá um real, recebe um Sampaio. Dá um Sampaio, recebe um real. Então, para a gente, é dinheiro vivo. Mesma coisa do que fosse o real”, diz o dono do açougue.

Cédulas da moeda social Sampaio

(www.youtube.com, 03.08.2024. Adaptado.)

A alternativa ao uso do real para pagamentos, apresentada na reportagem, demonstra uma estratégia de

a

problematização da reprodução do capital, já que, emitindo sua própria moeda, as instituições financeiras adotam políticas socialistas de mercado.

b

fomento ao comércio local, já que, mantendo a paridade com o real, a moeda social estimula a circulação da economia entre os moradores do próprio bairro.

Resposta certa
c

resistência ao sistema bancário privado, considerando que, ao se desvincular da moeda corrente no país, as pessoas passam a controlar a economia.

d

incentivo ao consumo consciente, considerando que as pessoas, ao utilizarem moedas de menor circulação, enfrentam maior burocracia para comprar novos produtos.

e

rearranjo de centralidades financeiras, já que, ao emitir uma moeda própria, os bairros são obrigados a estabelecer novas instituições especulativas.

Resolução

A resposta está correta porque a moeda Sampaio incentiva o comércio do próprio bairro. Esse incentivo é chamado de fomento ao comércio local.

A informação decisiva é que a moeda “só pode ser usada por aqui”. Assim, quem possui Sampaios precisa gastá-los nos estabelecimentos que os aceitam naquela comunidade. Isso direciona as compras para os comerciantes locais e ajuda a manter o dinheiro circulando na economia do bairro, em vez de ser gasto em outras localidades.

A paridade com o real significa que as duas moedas têm o mesmo valor: um Sampaio equivale a um real. Como o comerciante pode trocar um pelo outro nesse valor, a aceitação da moeda social é facilitada. Portanto, as duas características se complementam: o uso restrito ao bairro favorece as compras locais, enquanto a equivalência com o real facilita os pagamentos e as trocas.

* Explicação gerada com inteligência artificial. Pode conter erros.
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