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2026

O telescópio utilizado por Galileu, construído em 1609-1610, era composto de uma lente convergente, a objetiva, que, por ser mais fina nas bordas do que no centro, defletia mais a luz das bordas do que do centro, convergindo os raios paralelos para um foco; e uma lente divergente, a ocular, que magnificava a imagem. Kepler, em seu livro Dioptrice, publicado em 1611, argumentou que seria melhor construir um telescópio com duas lentes convergentes, como se usa atualmente. Kepler afirmou que uma lente convergente na ocular, posicionada após o foco da lente objetiva, produzia um campo maior e com maior magnificação do que uma lente divergente, embora a imagem resultasse invertida.

Diagramas dos telescópios galileano e kepleriano com lentes objetiva e ocular

(Kepler de Souza Oliveira Filho e Maria de Fátima Oliveira Saraiva. http://astro.if.ufrgs.br, 2024. Adaptado.)

No contexto da filosofia renascentista e moderna, o desenvolvimento tecnológico descrito no excerto e demonstrado na imagem simboliza a

a

ênfase na experiência sensível para a confirmação das crenças metafísicas medievais.

b

utilização da tecnologia como estratégia para o controle político das ideias dissidentes.

c

retomada das explicações cosmológicas da tradição aristotélica reforçadas por dados mais precisos.

d

valorização da razão humana junto à observação como formas autônomas de compreender o universo.

Resposta certa
e

ilustração do papel secundário da teoria frente ao desenvolvimento instrumental.

Resolução

A resposta está correta porque o desenvolvimento do telescópio representa a valorização de duas capacidades humanas: a observação da natureza e o raciocínio. Na passagem do Renascimento à filosofia moderna, essas capacidades ganharam importância como meios de produzir conhecimento, sem depender apenas da autoridade de textos religiosos ou de pensadores antigos.

O telescópio ampliava a capacidade de observar os astros, permitindo investigar fenômenos que não eram visíveis a olho nu. Entretanto, o avanço não dependia somente de olhar para o céu: era necessário compreender o comportamento da luz e o funcionamento das lentes. No exemplo apresentado, Kepler empregou esse conhecimento para propor uma nova combinação de lentes e explicar seus efeitos sobre a imagem. Assim, a razão permitia interpretar as observações e aperfeiçoar o próprio instrumento de investigação.

A expressão “formas autônomas de compreender o universo” significa que a observação e a argumentação racional passaram a ter valor próprio para fundamentar explicações. Uma afirmação sobre a natureza poderia ser examinada e revista com base em evidências e raciocínios, em vez de ser aceita apenas por tradição ou autoridade. Isso não significa que os pensadores da época necessariamente rejeitassem a religião, mas que a investigação da natureza conquistava maior independência.

* Explicação gerada com inteligência artificial. Pode conter erros.
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