Na economia do Chile, entre outros aspectos, destacam-se as indústrias vitivinícola, agrícola, pesqueira e mineira. Houve um ciclo muito forte de exportação de matérias-primas que produziu um grande crescimento econômico, no chamado “milagre chileno”, a partir dos anos 1980. Segundo o Banco Mundial, o paradoxo foi o aumento brutal da desigualdade. As consequências surgiram em 2019, com protestos sociais que culminaram com uma Assembleia Constituinte para rever a Constituição vigente, ainda um resquício do período da ditadura.
(Adaptado de https://brasil.elpais.com/internacional/2021-07-04/chile-inicia-um-novo-ciclo-e-comeca-a-redigir-a-constituicao-que-substituira-a-de-pinochet.html. Acessado em 03/07/2021.)
Sobre a formação socioespacial chilena, é correto afirmar que
pratica a vitivinicultura na Patagônia, extrai bauxita no Atacama, conta com uma economia bastante centrada no Estado e as privatizações foram generalizadas.
extrai cobre da Patagônia, pratica a salmonicultura no Atacama, conta com uma economia bastante centrada no mercado e as privatizações só atingiram o setor do petróleo.
pratica a carcinicultura na Patagônia, extrai ouro do Atacama, conta com uma economia centrada nas empresas estatais e as privatizações foram inexistentes.
extrai cobre do Atacama, pratica a salmonicultura na Patagônia, conta com uma economia bastante centrada no mercado e as privatizações foram generalizadas.
Resolução
A afirmação está correta porque relaciona atividades econômicas às regiões chilenas e identifica o modelo econômico adotado pelo país.
No norte do Chile, a região do deserto do Atacama concentra importantes jazidas de cobre. A extração e a exportação desse minério têm grande peso na economia chilena, tornando o país um dos principais fornecedores mundiais.
Na Patagônia chilena, ao sul, destaca-se a salmonicultura, isto é, a criação de salmões em cativeiro para comercialização. As águas frias e as áreas protegidas de fiordes e canais favorecem essa atividade, cuja produção é voltada principalmente à exportação.
A economia centrada no mercado corresponde à orientação neoliberal, implementada durante a ditadura de Pinochet. Esse modelo valoriza a atuação das empresas privadas, a abertura ao comércio internacional e a redução da participação direta do Estado na economia. As privatizações foram amplas, com venda de empresas estatais e expansão da participação privada em áreas como previdência, saúde e educação. Isso não significa que todas as empresas públicas tenham sido privatizadas: o Estado manteve participação importante na mineração do cobre.
O crescimento econômico não garantiu uma distribuição equilibrada de seus benefícios. A desigualdade e as dificuldades de acesso a serviços e à proteção social ajudam a explicar a insatisfação expressa nos protestos mencionados pelo enunciado.