Unicamp
2022

BRASIL – Evolução da participação relativa das exportações por fator agregado (2005-2015)

Gráfico da evolução da participação relativa das exportações brasileiras por fator agregado de 2005 a 2015

(Adaptado de Lisandra Pereira Lamoso, Reprimarização no Território Brasileiro, Espaço e Economia, v. 19, 2020.)

O gráfico anterior indica a tendência de reprimarização do território brasileiro, processo este derivado

a

do declínio da produção e exportação de commodities agrícolas em virtude do avanço da quarta revolução industrial.

b

do crescimento do mercado interno para produtos industrializados de maior valor agregado, em detrimento das exportações.

c

da maior participação de commodities na pauta exportadora paralelamente ao declínio da exportação de produtos industrializados.

Resposta certa
d

da estagnação da pauta exportadora de produtos semimanufaturados em virtude do crescimento das commodities minerais.

Resolução

A reprimarização é o aumento da importância dos produtos primários na economia e, neste caso, na pauta exportadora, isto é, no conjunto de produtos que o Brasil vende a outros países. Esses produtos incluem commodities, como soja e minério de ferro, comercializadas em grande escala no mercado internacional.

No gráfico, a linha tracejada representa os produtos básicos, que têm pouco ou nenhum processamento industrial. Sua participação nas exportações brasileiras aumentou de aproximadamente 30%, em 2005, para 45%, em 2015.

Ao mesmo tempo, a linha contínua mostra que os manufaturados, produtos que passaram por maior transformação industrial, perderam participação: passaram de cerca de 55% para 38% das exportações. Os semimanufaturados, que passaram por alguma transformação, mas ainda não são produtos industriais acabados, mantiveram uma participação relativamente estável.

Assim, a alternativa indicada está correta: houve maior participação de commodities na pauta exportadora, paralelamente à perda de importância dos produtos industrializados. Como o gráfico apresenta participação relativa, o declínio deve ser entendido como redução da parcela dos manufaturados no total exportado, e não necessariamente como queda de seu valor ou volume absoluto.

* Explicação gerada com inteligência artificial. Pode conter erros.
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