O conceito de mercado de carbono foi formalizado a partir do Protocolo de Kyoto, em 1997, e foi impulsionado pelo Acordo de Paris, em 2015. No Brasil, o mercado de créditos de carbono foi formalizado em dezembro de 2024. Indique a alternativa que explica corretamente a ideia central acerca dos créditos de carbono.
Países com mais florestas devem receber créditos financeiros de países menos florestados para manter a floresta em pé.
Créditos de carbono correspondem a um aumento da taxa fotossintética e uma maior conversão de CO2 em matéria orgânica pelas florestas tropicais.
Créditos de carbono são obtidos por qualquer país, mesmo os mais industrializados, pela redução da emissão de CO2 e seus equivalentes na atmosfera.
Países industrializados geram muitos créditos de carbono, que podem ser repassados aos países menos poluidores, via mercado de carbono.
Há um limite de créditos de carbono que cada país pode emitir, estabelecido internacionalmente; ultrapassado tal limite, o país sofre sanções econômicas.
Resolução
A alternativa está correta porque a obtenção de créditos de carbono está ligada à redução ou à remoção de gases de efeito estufa, e não ao grau de industrialização do país. Assim, países mais industrializados também podem desenvolver projetos que gerem esses créditos.
Em geral, cada crédito representa uma tonelada de dióxido de carbono (CO₂) equivalente que deixou de ser emitida ou foi retirada da atmosfera. A expressão “CO₂ equivalente” permite contabilizar também outros gases de efeito estufa, como o metano, considerando sua capacidade de contribuir para o aquecimento global.
Para gerar créditos, não basta anunciar uma redução: ela deve ser medida e verificada conforme as regras do sistema utilizado. Compara-se a emissão do projeto com uma referência do que seria emitido sem ele. Projetos de recuperação de florestas ou de captura de metano, por exemplo, podem gerar créditos quando cumprem os critérios exigidos.
Esses créditos podem ser vendidos a países ou empresas que buscam compensar suas emissões. A ideia do mercado é dar valor econômico à redução dos gases de efeito estufa, tornando financeiramente mais atraentes as iniciativas que contribuem para essa redução.