Unesp
2026

Até meados do século XIX, a maior parte das pessoas via tanto os humanos quanto os chimpanzés como seres que mantinham, sem qualquer mudança, as formas com as quais haviam surgido. Essa era uma visão de mundo denominada “fixismo”. Outra visão começou a deitar suas raízes em meados do século XVIII, defendendo o papel central da mudança no mundo natural: o “evolucionismo”. As teorias da evolução biológica propõem que os seres vivos que são vistos atualmente nem sempre existiram, nem sempre tiveram a mesma forma e nem sempre existirão. Desde o século XVIII, diversas teorias de evolução biológica foram discutidas, entre elas, as de Buffon e Lamarck. A grande mudança teve lugar ao final da década de 1850 com a apresentação de uma nova teoria evolutiva, de autoria de Charles Darwin, publicada em forma de livro, A origem das espécies. Darwin argumentou que a transformação das espécies ocorria de um modo muito diferente daquele proposto por Buffon, Lamarck e outros evolucionistas anteriores.

(Diogo Meyer e Charbel Niño El-Hani. Evolução: o sentido da biologia, 2005. Adaptado.)

A reorganização do campo da biologia descrito no excerto representa, para a filosofia da ciência,

a

a consolidação do modelo explicativo dogmático.

b

o processo sucessivo de ruptura de paradigmas.

Resposta certa
c

a conciliação entre as diferentes concepções de vida.

d

o limite dos avanços no campo epistemológico.

e

a rejeição da investigação baseada em evidências.

Resolução

A resposta está correta porque o texto apresenta mudanças profundas nos modelos usados para explicar os seres vivos. Na filosofia da ciência, um paradigma é um conjunto de ideias, teorias e práticas que orienta a investigação científica. A noção de ruptura de paradigmas está associada ao filósofo Thomas Kuhn e indica uma transformação nas bases de explicação de um campo científico.

O fixismo considerava que as espécies permaneciam com as mesmas formas desde seu surgimento. O evolucionismo rompeu com essa ideia ao defender que as espécies se transformam ao longo do tempo. Portanto, não se tratava apenas de acrescentar uma informação ao conhecimento anterior, mas de abandonar uma ideia central: a de que as espécies seriam imutáveis.

Darwin, por sua vez, apresentou uma explicação para a transformação das espécies diferente das propostas evolucionistas anteriores. Seu principal mecanismo explicativo era a seleção natural: diferenças hereditárias que favorecem a sobrevivência e a reprodução podem se tornar mais frequentes nas gerações seguintes. A passagem do fixismo ao evolucionismo e a reformulação da explicação evolutiva com Darwin são apresentadas na questão como um processo sucessivo de ruptura de paradigmas, pois alteram os fundamentos usados para compreender a natureza.

* Explicação gerada com inteligência artificial. Pode conter erros.
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