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2026

Em março de 2025, postagens em redes sociais digitais discutiram uma tendência verificada entre crianças e adolescentes de utilizar o termo “CLT” como uma ofensa. Na matéria “Crianças demonizam CLT”: carteira assinada vira ofensa entre os jovens”, de Camila Corsini para o UOL, há vários depoimentos em que crianças associam o emprego com CLT a menores rendimentos, à pobreza e ao fracasso profissional, em oposição a ocupações autônomas ou por conta própria, que seriam caminhos para a riqueza. Veja os gráficos com as estimativas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) do IBGE para a distribuição da ocupação por categoria e o rendimento médio mensal real habitual das pessoas para o trimestre compreendido entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025:

Gráfico de barras do rendimento médio mensal por categoria de ocupação

Gráfico de barras de pessoas ocupadas em milhões por categoria de ocupação

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD-C). Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), maio de 2025. Adaptado.

A partir dos dados apresentados no gráfico, é correto afirmar que as associações realizadas por crianças e adolescentes com diferentes formas ocupacionais são fundadas em uma visão de que

a

os empregadores e trabalhadores autônomos são mais numerosos do que empregados com carteira assinada e, logo, seguir essas ocupações é um caminho mais seguro para a riqueza.

b

os empregados do setor privado sem carteira e trabalhadores autônomos possuem rendimento médio maior que os empregados com carteira e, logo, estão mais protegidos da pobreza.

c

os trabalhadores autônomos estão mais protegidos contra os riscos sociais do que aqueles com emprego formal, que tradicionalmente oferece menos direitos.

d

os empregadores (empresários) têm maiores ganhos e autonomia, o que atrai os jovens a fugir da subordinação da relação de emprego, a qual desprezam, para constituir empresas, ainda que haja menos empregadores do que empregados.

Resposta certa
e

os trabalhadores autônomos com CNPJ, com ganhos superiores aos dos empregados com carteira, são muito numerosos e, logo, a ocupação parece-lhes um caminho para o êxito e a riqueza.

Resolução

A alternativa está correta porque identifica a valorização da condição de empresário e a rejeição à condição de empregado presentes nos depoimentos dos jovens. CLT significa Consolidação das Leis do Trabalho e, no contexto da questão, representa o emprego formal, com carteira assinada.

No primeiro gráfico, os empregadores com CNPJ apresentam o maior rendimento médio mensal, próximo de R$ 9 mil, enquanto os empregados do setor privado com carteira recebem aproximadamente R$ 3 mil. CNPJ é o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, que identifica formalmente empresas e outras organizações. Essa diferença de rendimentos ajuda a compreender a associação entre ser empresário e alcançar maior sucesso financeiro.

A alternativa também destaca a busca por autonomia. Na relação de emprego, o empregado está subordinado ao empregador, que dirige seu trabalho. Os jovens mencionados desvalorizam essa posição e idealizam a possibilidade de dirigir o próprio negócio, em vez de trabalhar sob as ordens de outra pessoa.

O segundo gráfico confirma que há menos empregadores do que empregados: somente os empregados do setor privado com carteira somam cerca de 40 milhões de pessoas, enquanto os empregadores correspondem a poucos milhões. Portanto, a condição empresarial desejada pelos jovens é muito menos frequente do que o emprego assalariado.

É importante distinguir essa visão dos jovens de uma conclusão válida para todos os trabalhadores. O trabalho por conta própria não garante riqueza: no primeiro gráfico, os autônomos sem CNPJ têm rendimento médio inferior ao dos empregados do setor privado com carteira. Assim, os dados não sustentam a ideia de que todo trabalho autônomo seja financeiramente melhor que um emprego formal.

* Explicação gerada com inteligência artificial. Pode conter erros.
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