No ano de 2024, o Atlas da Mata Atlântica identificou uma perda de 143,66 km2 de florestas maduras dentro do limite de aplicação da Lei da Mata Atlântica. A área foi muito semelhante à do ano anterior, com uma queda de apenas 2% na taxa de desmatamento de um ano para o outro, o que denuncia a situação de vulnerabilidade do Bioma. Além da redução tímida, a taxa ainda está longe do menor desmatamento já registrado desde a primeira edição do Atlas, em 1985: os 113,99 km2 observados no período de 2017 a 2018. O gráfico apresenta a área de desmatamento e a tendência para a série histórica.

Disponível em https://sosma.org.br/. Adaptado.
Acerca das informações do texto e da análise do gráfico, é possível concluir que
a área de desmatamento apresenta ciclos sazonais em função da variabilidade natural do clima, independentemente da atividade antrópica.
os anos de 2017 e 2018 apresentaram áreas reduzidas de desmatamento associadas à menor procura por madeiras de áreas de silvicultura.
os primeiros 15 anos de monitoramento (1985 a 1999) são marcados por três períodos de elevação da área de desmatamento.
é possível observar uma redução consistente na área de desmatamento da Mata Atlântica (km2/ano) ao longo de toda a série histórica.
há uma evolução crescente da área de desmatamento nos limites da Mata Atlântica, em especial nos últimos 10 anos de monitoramento.
Resolução
A alternativa está correta porque descreve a tendência geral do desmatamento ao longo da série histórica, e não uma diminuição obrigatória de um ano para o seguinte.
As barras vermelhas mostram a área desmatada em cada ano, medida em km². No início da série, elas são muito mais altas do que no final, indicando que as perdas anuais de floresta eram maiores. A linha preta é uma linha de tendência: ela resume o comportamento dos dados ao longo do tempo. Sua trajetória descendente evidencia a redução do desmatamento no conjunto do período.
É importante distinguir essa tendência das oscilações anuais: existem anos em que o desmatamento aumenta em relação ao anterior, mas esses aumentos não anulam a tendência histórica de queda. Além disso, a redução não significa que o problema esteja resolvido: os 143,66 km² perdidos em 2024 ainda superam os 113,99 km² do menor desmatamento registrado, no período de 2017 a 2018.